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Irã confirma apreensão de navios no Estreito de Ormuz

Incidente aumenta tensão em rota estratégica para o comércio global de petróleo

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou nesta quarta-feira (22) que apreendeu duas embarcações no Estreito de Ormuz, transferindo os navios para águas iranianas. Segundo o comunicado, as embarcações teriam “manipulado sistemas de navegação” e violado normas de tráfego marítimo ao tentar deixar a região sem autorização.

Autoridades iranianas afirmaram que a interceptação foi realizada “para proteger os direitos nacionais”, alegando que a operação buscou conter riscos à segurança marítima. A imprensa local também relatou que uma terceira embarcação, de bandeira grega, teria sido alvo de disparos e estaria inoperante próximo à costa do Irã.

Ainda não houve confirmação independente sobre as apreensões. Mais cedo, a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que dois porta-contêineres foram alvejados na região, reforçando a escalada de incidentes no estreito.

O Estreito de Ormuz, que antes da guerra movimentava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito do planeta, é considerado um dos corredores mais sensíveis do cenário energético global. Qualquer instabilidade no local gera preocupação imediata entre países importadores e operadores logísticos.

EUA anunciam extensão de cessar-fogo

Paralelamente ao caso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (21) a extensão indefinida do cessar-fogo com o Irã, afirmando que a medida busca abrir espaço para novas negociações mediatizadas pelo Paquistão. Washington teria concordado em suspender operações ofensivas enquanto Teerã apresenta uma posição unificada nas conversas de paz.

Até o momento, autoridades iranianas de alto escalão não se pronunciaram diretamente sobre o anúncio. Reações iniciais, no entanto, indicam ceticismo. A agência Tasnim, ligada à IRGC, afirmou que o Irã “não solicitou qualquer extensão” do cessar-fogo e reiterou que o país estaria preparado para romper o bloqueio americano “pela força” caso necessário.

Um assessor do principal negociador iraniano classificou a decisão dos Estados Unidos como uma possível “manobra para ganhar tempo”.

O episódio reforça a instabilidade da região e adiciona novos elementos às negociações entre Teerã, Washington e aliados, enquanto navios, rotas comerciais e mercados energéticos seguem em alerta.