Com a aproximação do verão amazônico e previsão de estiagem prolongada para os próximos meses, órgãos municipais, estaduais, federais e instituições técnicas iniciaram uma articulação conjunta para fortalecer o planejamento preventivo diante dos eventos climáticos que podem atingir Porto Velho e regiões ribeirinhas em 2026. O encontro, realizado no dia 18, reuniu equipes de defesa civil, centros de monitoramento climático, concessionárias de energia e representantes do setor acadêmico para alinhar estudos, compartilhar levantamentos técnicos e construir estratégias integradas de resposta. O foco é aprimorar o monitoramento do rio Madeira, mapear áreas vulneráveis e definir protocolos que reduzam riscos à população.
Com o fim do inverno amazônico, a tendência é de queda contínua nos níveis do rio e aumento dos impactos em comunidades rurais, ribeirinhas e áreas urbanas suscetíveis à escassez hídrica. Em 2024, a região enfrentou uma das secas mais severas da última década, afetando abastecimento, transporte fluvial, saúde pública, agricultura e mobilidade. Diante desse cenário, os órgãos reforçam que antecipar ações é essencial para evitar que os efeitos se repitam, especialmente em locais historicamente mais sensíveis à seca e ao isolamento durante eventos climáticos extremos.
Participaram da reunião representantes da Defesa Civil, Censipam, DNIT, Tribunal de Contas de Rondônia, Jirau Energia, Usina Hidrelétrica Santo Antônio e Universidade Federal de Rondônia. As instituições discutiram: atualização de modelos de previsão climática; definição de rotas seguras para atendimento emergencial; reforço de sistemas de alerta e comunicação; estudos sobre os impactos da variação do nível do rio Madeira; estratégias de apoio às comunidades ribeirinhas e áreas isoladas; protocolos conjuntos de evacuação e resposta rápida. A articulação busca criar respostas mais eficientes e coordenadas para situações de crise, unificando dados, inteligência e expertise técnica.
Além do monitoramento contínuo, o planejamento contempla medidas para ampliar a capacidade de atendimento durante emergências, garantindo suporte tanto à população urbana quanto às comunidades do Baixo, Médio e Alto Madeira. O trabalho interinstitucional visa mitigar impactos sociais, ambientais e econômicos e reforçar a preparação da região para uma temporada de estiagem que pode trazer desafios semelhantes ou superiores aos registrados nos últimos anos.










