A 2ª Conferência Internacional de Integridade Pública e Privada, realizada nos dias 12 e 13 de maio no Memorial da América Latina, em São Paulo, reuniu representantes de 19 países para discutir avanços, desafios e novas práticas relacionadas à transparência, acesso à informação e fortalecimento institucional. O evento tornou-se um dos principais pontos de encontro de especialistas e gestores dedicados ao combate à corrupção e à promoção de uma cultura sólida de integridade.
Com o tema “Integridade que orienta, Transparência que transforma: Construindo a confiança por meio do Acesso à Informação”, a conferência destacou que políticas de integridade bem estruturadas são essenciais para ampliar a confiança da população nas instituições públicas e privadas. O enfoque deste ano reforçou que transparência não é apenas uma obrigação administrativa, mas um componente estratégico para o desenvolvimento social.
A programação contou com palestrantes nacionais e internacionais, além da participação simultânea do 30º Encontro da Rede de Transparência e Acesso à Informação (RTA), que reúne países ibero‑americanos comprometidos com boas práticas de governança. Entre os temas debatidos estavam programas de integridade empresarial, auditorias preventivas, mecanismos de detecção de fraudes, acesso inclusivo à informação e cooperação entre instituições para o enfrentamento da corrupção.
Representantes técnicos destacaram que eventos como este possibilitam uma troca ampla de experiências e metodologias aplicadas em diferentes países, fortalecendo a construção de modelos mais eficientes de controle interno, governança e ética pública. As discussões reforçaram a necessidade de integração entre órgãos de fiscalização, instituições de justiça e entidades internacionais para consolidar ambientes mais responsáveis, transparentes e confiáveis.
A conferência reafirmou a crescente importância do diálogo global sobre integridade, evidenciando que desafios como corrupção, baixa transparência e fragilidade institucional são comuns a diversas nações, e exigem respostas coordenadas, modernas e baseadas em evidências. O encontro deixou claro que a construção de sistemas públicos mais íntegros depende tanto da atuação técnica das instituições quanto do compromisso coletivo com a responsabilidade e a ética.










