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Brasil ultrapassa Estados Unidos em ranking de liberdade de imprensa pela primeira vez, segundo RSF

O Brasil alcançou uma posição inédita no ranking global de liberdade de imprensa divulgado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Pela primeira vez, o país apareceu à frente dos Estados Unidos na avaliação anual da entidade, que também aponta o pior cenário mundial para o jornalismo em um quarto de século.

De acordo com o relatório, o Brasil ocupa agora a 52ª colocação, após subir 58 posições desde 2022, uma das maiores evoluções registradas na América Latina. Já os Estados Unidos caíram para o 64º lugar, aprofundando a tendência de queda observada anteriormente.

Liberdade de imprensa vive pior momento em 25 anos

A análise da RSF mostra uma deterioração significativa da liberdade de imprensa em escala global. Dos países avaliados, 52,2% estão classificados em situação “difícil” ou “muito grave”, uma proporção muito superior aos 13,7% observados em 2002, quando a organização iniciou a série histórica.

Entre os fatores que contribuem para esse cenário, a RSF destaca o avanço de legislações restritivas, especialmente ligadas à segurança nacional, e o aumento de pressões econômicas, políticas e jurídicas sobre profissionais de imprensa e veículos de comunicação.

Avanços e retrocessos nas Américas

Embora o Brasil tenha mostrado evolução no ranking, o relatório alerta para um ambiente de crescente hostilidade contra jornalistas em parte da América Latina. A entidade descreve a região como inserida em uma “espiral de violência e repressão”.

Alguns exemplos citados incluem:

  • Equador, que teve a maior queda regional, despencando 31 posições e chegando ao 125º lugar;
  • Peru, que passou a ocupar o 144º lugar após o assassinato de quatro jornalistas em 2025;
  • Argentina e El Salvador, que apresentaram recuos ligados ao aumento de pressões governamentais.

Cenário internacional ainda é crítico

No panorama global, apenas sete países, todos no norte da Europa e liderados pela Noruega, figuram na categoria de “boa” liberdade de imprensa. Segundo a RSF, isso representa menos de 1% da população mundial vivendo em ambientes plenamente favoráveis ao exercício do jornalismo.

O relatório evidencia que as ameaças contra jornalistas têm se diversificado: além de assassinatos e prisões, há um avanço de pressões econômicas e legais que dificultam o trabalho da imprensa em diferentes partes do mundo.