O mais recente levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) métrica internacional que avalia bem‑estar, oportunidades e condições básicas de vida revelou um dado relevante sobre Porto Velho: embora ainda ocupe as últimas posições no ranking nacional, a cidade está entre as capitais brasileiras que mais evoluíram nos últimos anos. A capital rondoniense cresceu de 57,25 para 58,59 pontos, uma variação de 1,34 ponto, colocando Porto Velho como a 8ª capital que mais avançou em qualidade de vida na comparação com a medição anterior.
Mesmo com um crescimento considerado modesto, o resultado ganha relevância quando comparado ao desempenho de outras capitais. São Paulo liderou o ranking nacional de evolução com alta de 1,76 ponto. No Norte, apenas Belém apresentou avanço maior, com 1,57 ponto, ocupando a terceira colocação nacional. O IPS analisa dimensões como: Nutrição e cuidados médicos, Habitação e saneamento, Segurança, Acesso ao conhecimento, Sustentabilidade ambiental, Direitos individuais e inclusão Porto Velho registrou melhora em diversos desses componentes, sinalizando mudanças graduais no cenário social.
Apesar da evolução, os mesmos fatores que historicamente puxam o desempenho da capital para baixo seguem presentes: baixa cobertura de saneamento, déficits de infraestrutura urbana e desigualdades socioeconômicas marcantes. O retrato atual mostra uma cidade que, apesar das limitações acumuladas ao longo de décadas, dá sinais de avanço estrutural e melhora em condições básicas de vida.
Com novos investimentos federais já assegurados mais de R$ 200 milhões destinados a obras de infraestrutura urbana especialistas apontam que Porto Velho pode manter ritmo de crescimento no IPS e, nos próximos ciclos, subir posições no ranking nacional. O desempenho recente indica que, embora distante do ideal, a cidade vive um momento de transição, no qual avanços graduais podem representar o início de um novo ciclo de desenvolvimento urbano e social.










