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Países debatem transição energética enquanto guerra pressiona mercado global

Representantes de cerca de 60 países, entre eles Brasil, Alemanha, Canadá e Nigéria, se reúnem nesta semana em Santa Marta, na Colômbia, para discutir caminhos práticos para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. O encontro acontece em um contexto de instabilidade internacional, agravado pela guerra envolvendo o Irã, que tem impactado o abastecimento global de petróleo e gás e provocado alta nos preços.

Ao longo da reunião, ministros e autoridades devem concentrar os debates em estratégias de implementação da transição energética, deixando de lado novas metas formais para priorizar soluções técnicas e financeiras. Entre os temas em pauta estão mecanismos de incentivo regulatório, modelos de financiamento e alternativas para impulsionar investimentos em setores capazes de migrar do gás para fontes elétricas.

Outro ponto discutido será a revisão de subsídios aos combustíveis fósseis, considerados um dos principais obstáculos para acelerar a adoção de fontes renováveis. A expectativa é de que o encontro favoreça o intercâmbio de experiências e a construção de políticas públicas replicáveis em diferentes países.

A reunião reúne uma coalizão de governos dispostos a avançar na agenda climática, apesar da ausência de grandes emissores globais, como China e Estados Unidos, e dos principais produtores de petróleo do Oriente Médio. Para muitos participantes, a atual crise energética reforça a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis não apenas por razões ambientais, mas também por segurança econômica.

A guerra na região expôs vulnerabilidades de países dependentes de importações, afetando especialmente economias asiáticas e europeias, que enfrentaram escassez e aumento significativo dos custos de energia.

O encontro também reflete a insatisfação com o ritmo lento das negociações climáticas multilaterais. Apesar do compromisso assumido na COP28, em 2023, para iniciar a transição global dos combustíveis fósseis, encontros posteriores tiveram avanços limitados, em grande parte devido à resistência de grandes produtores, como a Arábia Saudita.

As emissões resultantes da queima de carvão, petróleo e gás continuam sendo o principal motor das mudanças climáticas, e a expectativa é que a reunião em Santa Marta ofereça alternativas concretas para acelerar a redução dessa dependência.