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EM PORTO VELHO: Mães de alunos fazem denúncias sobre Escola Municipal Marise Castiel.

Na última segunda-feira (11), mães de alunos se revoltaram com a direção da escola municipal de ensino infantil Marise Castiel em Porto Velho, por conta de uma proposta de desmembramento de uma das turmas por falta de professor para atender aos seus filhos.

 

A crise na Marise Castiel vem se prolongando desde o começo do ano, quando professoras procuraram o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero) para denunciar abusos por parte da direção da escola que praticava assédio moral, autoritarismo e má gestão, resultando num processo administrativo que, mais tarde, veio a exonerar a direção daquele período da Unidade Escolar.

 

Porém, segundo o que relataram as mães, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) iniciou um processo de perseguição de uma professora, que estava à frente das denúncias e em poucos meses a profissional foi afastada da escola.

 

Uma mãe relatou a esta reportagem que em conversa com uma das secretárias da Semed, ouviu da própria secretária que a professora em questão foi quem teria incitado as outras professoras e funcionários a se rebelarem, culpabilizando a professora pelo afastamento da antiga gestora, quanto pelo que estava sendo veiculado na imprensa em relação à escola. Os responsáveis, contudo, desmentem a versão da secretária.

 

Fato é que desde o afastamento da professora em questão (em julho deste ano), a turma de Pré I que ela estava responsável vem sendo muito afetada, seja pela falta que as crianças sentem da professora, seja pela vaga não ter sido preenchida até o momento.

 

Outra profissional que entrou na vaga teria ficado apenas cinco dias na escola, e depois pediu para ser devolvida à Semed. A atual gestora não apresenta nenhuma condição de comandar a escola, e em uma reunião com os pais, teria sugerido o desmembramento da turma em várias partes para que as outras salas de aula atendessem a demanda, alegando que a Semed negou já envio de outra professora.

 

A gestora não mostrou nenhum documento que comprovasse sua solicitação e a negativa da Semed.

 

Segundo as professoras da escola, o problema da falta de professores é que cada sala de aula está no limite da capacidade, conforme a legislação específica para educação infantil.

 

Os relatos aterradores, dão conta de que em uma das salas existem 19 alunos, dos quais três estão no espectro autista mas não têm nenhum auxiliar ou para acompanhá-los, ficando como responsabilidade da professora fazer este trabalho, o que é irregular.

 

Além disso, há a possibilidade de, com a piora do quadro escolar, a instituição perder seu status de tipologia A, acarretando na redução de recursos repassados à escola. Outro fato que preocupa muito as mães e pais dos alunos da Marise Castiel é que outra professora do Pré I está em processo de aposentadoria, sendo a segunda semana de setembro sua última de docência.

 

A gestão atual da escola Marise Castiel disse ter procurado a Semed para solicitar novos professores para o quadro docente da escola, mas que recebeu uma negativa, com a justificativa de que “a Semed não dispõe de profissionais para atender a escola no momento”.

 

Porém, ainda segundo as mães, o argumento da Semed é contraditório com os vários concursos que são realizados várias vezes por ano para o Município com número expressivo de vagas para pedagogia.

 

Além disso, as mães afirmam que recentemente houve uma convocação de professores, mas nenhum foi encaminhado para a escola.

 

Seus questionamentos são: Onde estão os professores contratados? Se não existe número suficiente de profissionais no momento, por qual razão não convocam os próximos da lista de espera para tomar posse? Até quando nossos filhos sofrerão por falta de professores, merenda escolar irregular, bebedouros sem manutenção e mato e lixo circulando a escola?

 

Os problemas levantados na Marise Castiel são muitos, mães e pais dos alunos têm procurado por iniciativa própria os meios para resolver tal cenário. Tendo feito abaixo-assinados, ofícios solicitando a volta de professoras, solicitações das prestações de contas da escola e inúmeras cobranças tanto da Semed quanto junto à própria escola.

 

Fonte: Rondonia Ao Vivo

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