A Anvisa criou dois grupos de trabalho para analisar o uso e os riscos dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil. A medida marca uma nova etapa na atuação da agência, com foco na reunião de evidências e na avaliação mais ampla sobre a utilização desses produtos no país.
Um dos grupos terá 45 dias para analisar estudos científicos, dados de uso e informações de farmacovigilância, além de apontar riscos, incertezas e possíveis lacunas no conhecimento. O outro, com prazo inicial de 90 dias, ficará responsável por acompanhar a execução de um plano de ação relacionado a esses medicamentos, monitorando resultados e propondo melhorias.
As portarias não mudam as regras atuais, mas os relatórios técnicos devem servir de base para futuras decisões da Anvisa sobre prescrição, comunicação de riscos e monitoramento de efeitos adversos. A iniciativa ocorre após medidas recentes da agência, como a proibição da venda de canetas à base de tirzepatida trazidas do Paraguai sem registro no Brasil e a rejeição de pedidos de novos medicamentos com semaglutida e liraglutida.









