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Porto Velho registra mais de 400 casos de dengue em 2021, diz prefeitura

Mosquito Aedes aegypti — Foto: Divulgação/SESA

Segundo o Ministério da Saúde, o início do período chuvoso na região amazônica é propício para o surgimento das arboviroses (doenças transmitidas pelo Aedes aegypti)

Fiscal analisa água parada em prato de vaso de planta, um dos locais onde o mosquito da dengue deposita seus ovos — Foto: Breno Esaki/ Agência Saúde

Entre janeiro e outubro deste ano, Porto Velho registrou 429 casos de dengue, 44 de zika e 57 de chikungunya, conforme informações divulgadas pela prefeitura. Somente nos últimos dois meses (agosto e semtebro), 25 casos de dengue foram confirmados na cidade.

Segundo o Ministério da Saúde, o início do período chuvoso na região amazônica é propício para o surgimento das arboviroses (doenças transmitidas pelo Aedes aegypti). Na tentativa de combater os casos, profissionais da saúde foram nos bairros mais vulneráveis ao contágio para informar a população sobre os riscos dessas doenças, além de identificar possíveis focos de transmissão nas residências.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), as maiores taxas de arboviroses são registradas nos bairros:

  • Agenor de Carvalho;
  • Cidade Nova;
  • Castanheira;
  • São Francisco; e
  • Nova Porto Velho

E nos distritos:

  • Extrema;
  • Vista Alegre; e
  • Nova Califórnia

Conforme a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), ainda não se pode considerar que as arboviroses estão controladas em Porto Velho, visto que uma parte da população não procura atendimento e opta por se tratar em casa, o que causa uma subnotificação dos casos.

Transmissão

Aedes aegypti é o nome científico do pernilongo que transmite as doenças chamadas arboviroses: dengue, febre amarela urbana, zika e chikungunya. Ele possui listras brancas no tronco, cabeça e pernas, característica que o diferencia dos demais mosquitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças, já que o vetor se desenvolve em águas paradas limpas ou sujas.

De acordo com o boletim epidemiológico da Agevisa, os principais focos de criação dos mosquitos são pneus e outros materiais rodantes, além de recipientes plásticos, tampinhas, latas, sucatas e entulhos.

Sintomas

Apesar do mesmo pernilongo transmitir as quatro doenças, alguns sintomas se diferem. No caso da dengue, os sintomas mais comuns são dor atrás dos olhos acompanhada de febre alta.

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Já a febre amarela causa febre súbita, calafrios, dor intensa na cabeça e nas costas, náuseas e vômitos. Em casos graves, a pessoa pode apresentar icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Combate

  • Usar tampas adequadas para manter caixas-d’água, cisternas, tonéis e outros recipientes que podem acumular água bem fechados.
  • Trocar diariamente a água dos bebedouros de animais e lavá-los. Se tiver plantas aquáticas, troque a água e lave, principalmente por dentro, com escova e sabão, assim como outros utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes e baldes.
  • Limpar com frequência a piscina, a laje e as calhas removendo tudo que possa impedir a passagem da água. Ficar de olho no telhado e no terraço, caso more em apartamento, para evitar o acúmulo de água.
  • Usar água sanitária ou desinfetante semanalmente para manter os ralos limpos e verificar se estão entupidos. Não vai utilizá-los? Mantenha-os vedados.
  • Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água.
  • Instalar a caixa do ar-condicionado de forma que não acumule água.
  • Preencher as depressões em terrenos que podem se tornar possíveis poças de água parada.
  • Ficar atento aos cuidados com bromélias, babosas e outras plantas que podem acumular água. É indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana.
  • Deixar lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água.
  • Retirar água acumulada na área de serviço, principalmente atrás da máquina de lavar roupa.

 

Fonte: G1 RO

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