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‘Ele gritou até morrer’, desabafa família de bebê que morreu em hospital infantil de Porto Velho

Uma família amazonense percorreu uma distância de 392 km, de Santo Antônio do Matupi até Porto Velho, para buscar atendimento pediátrico para Anthony Davi Batschke Almeida, de 1 ano e 4 meses. No hospital infantil Cosme e Damião, a família diz ter vivido momentos de tensão e tristeza. Na manhã de domingo (19), Anthony morreu. A família denunciou a conduta de uma enfermeira após o acesso onde era administrado medicamento para o coração da criança ter sido deslocado.

Na madrugada de sábado (18), conta Ellen, uma enfermeira foi fazer o curativo no acesso que era para a administração do medicamento. Segundo a mãe, a profissional não acertava o procedimento, o que fez com que o acesso se deslocasse.

“Ela [enfermeira] fez oito vezes o curativo dele. Fez duas vezes de manhã, também durante a madrugada, ao amanhecer. Toda hora ela colocava o curativo errado, puxava e não colocava nenhuma gaze por baixo. Toda vez que ela puxava o curativo, arrancava um pouco a mangueirinha [do cateter que estava no pescoço] que mandava remédio para o coração não parar de bater”.

A mãe da Ellen, Michelli Almeida do Nascimento, era quem estava com Anthony Davi no momento em que ele morreu. A avó conta que viu o neto gritar de dor durante um procedimento realizado pela equipe de saúde.

“A gente trocava de turno para o bebê não ficar sozinho. Ela [Ellen] ficava durante o dia e eu durante a noite. Quando eu peguei ele, eu vi que só tinha uma pontinha do acesso pra dentro. Não sei se dava 1,5 cm. A enfermeira já tinha feito oito curativos. Ela deixava tudo feio e colado de qualquer jeito. Ele mexeu e foi quando o acesso escapou. Eles chamaram um cirurgião para fazer o novo acesso, mas ele estava na sala de cirurgia”.

Com o novo acesso, lembra Michelli, no momento em que o medicamento começou a ser administrado pela enfermeira, o neto ficou inquieto. Nesse instante, ela diz ter alertado a profissional de saúde, mas comenta que foi repreendida por ela.

“Quando foi de manhã, eles colocaram outro medicamento. Na hora que ela colocou, ele começou a bater a mãozinha em cima do acesso e gritar horrivelmente e olhava pra mim chorando. Ele gritava, gritava e olhava pra mim como se tivesse pedindo socorro. Eu falava “o que foi meu filho?” Ele queria arrancar aquele acesso de qualquer jeito. Eu falava pra enfermeira que ele estava com muita dor, mas ela ficou brava e disse que tinha muito tempo que ela trabalhava lá e que ela sabia fazer essas coisas e que não precisava de ninguém ensinando não”.

FONTE: G1RONDONIA

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