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Justiça obriga Base Aérea a remover número 22 de propaganda de evento em RO

A Justiça Eleitoral proibiu a Força Aérea Brasileira (FAB) de mencionar o número 22 na divulgação do evento “Portões Abertos”, que aconteceu no fim de semana na Base Aérea de Porto Velho. A decisão apontou que o uso da numeração tinha viés eleitoral, pois 22 é o mesmo número usado por Jair Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral.

Uma equipe de reportagem da Rede Amazônica esteve na Base Aérea, durante o sábado (15), e constatou que o número não foi exibido e que o evento aconteceu praticamente sem a exposição de peças publicitárias.

A ação judicial contra o uso do número 22 pela Força Aérea foi movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O órgão argumentou que o uso da numeração poderia causar “evidente benefício eleitoral ao candidato a presidente que concorre com o mesmo número”.

No banner de divulgação prévia do evento foi exibido o nome “Portões Abertos” e, bem ao lado, o número “22”, em letras grandes, seguidos de informações sobre local e horário em letras menores.

De acordo com a Justiça Eleitoral, embora possa haver a alegação de que o número fazia alusão ao ano corrente, nos eventos anteriores esse artifício nunca foi utilizado, como na última edição de 2019. Portanto, para a Justiça, é “evidente o uso do evento público com finalidade eleitoral”.

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A decisão determinou que a Base Aérea encaminhasse novamente para a imprensa todo material de divulgação do evento – como banners e textos – sem a menção do número 22 em destaque.

Também foi designada uma equipe de fiscalização ao evento para analisar se as ordens foram cumpridas. Um dia após a decisão judicial, a logo do evento foi mudada para os quatro dígitos correspondente ao ano 2022 (veja na imagem abaixo).

O g1 entrou em contato com a Força Aérea, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria sobre a decisão judicial.

No entanto, antes do evento, a FAB havia divulgado que estava proibida a entrada de veículos com propagandas eleitorais ou de pessoas que estivessem vestindo roupas que fizessem alusão a candidatos, assim como o uso de adesivos e outros adereços com a mesma conotação.

FONTE: G1RONDONIA

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