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Em coletiva Supervisor de Assuntos Legislativos diz que Isaú Fonseca mandou cancelar contrato de R$ 37 milhões ‘antes de qualquer fraude’ em Ji-Paraná, RO

Ainda de acordo com Robson, o próprio prefeito Isaú Fonseca mandou suspender a contratação, antes mesmo de surgir qualquer indício de fraude no contrato com a empresa Ultramed – Serviços Médicos e Hospitalares.

Robson Casula, supervisor de assuntos legislativo em Ji-Paraná — Foto: Gedeon Miranda/Rede Amazônica

O supervisor de assuntos legislativo de Ji-Paraná (RO) afirmou em uma coletiva de imprensa que o prefeito, Isaú Fonseca, não foi intimado pela Polícia Civil durante a Operação Colapso nesta segunda-feira (7).

Segundo Robson Casula, o chefe do executivo não tem relação com a suposta tentativa de fraude revelada na investigação, que denuncia o envolvimento de servidores do executivo por tentarem desviar R$ 37 milhões da Saúde através de um contrato fraudulento.

Aos jornalistas, o supervisor de assuntos legislativos explicou sobre o contrato, onde inicialmente visava ampliar os leitos de UTI para Covid-19 em Ji-Paraná e fornecer medicamentos.

“Chegou ao conhecimento do prefeito que havia uma empresa nesse segmento [em março], que poderia atender a ampliação de leitos. Diante de uma promessa de que poderia ampliar leitos e fornecer medicamentos, e na expectativa de resolver um problema tão grave, é que o prefeito autorizou um processo administrativo. O processo evoluiu, acelerou e o prefeito ordenou fazer um estudo/técnico”, explicou Robson.

Após a contratação e verificação do processo, o prefeito Isaú Fonseca determinou que fosse feito uma análise. Ainda em março, o próprio prefeito teria ordenado o cancelamento do respectivo contrato de R$ 37 milhões, com dispensa de licitação.

“A prefeitura não gastou um real com essa empresa. O processo foi cancelado, não houve qualquer andamento que pudesse colocar em dúvida a administração pública”, diz supervisor.

 

Ainda de acordo com Robson, o próprio prefeito Isaú Fonseca mandou suspender a contratação, antes mesmo de surgir qualquer indício de fraude no contrato com a empresa Ultramed – Serviços Médicos e Hospitalares.

“Isaú não tinha conhecimento de outros ilícitos que pudessem ser feitos posteriormente no contrato. Abriu-se o processo, surge-se essa empresa. Mas antes dessa empresa praticar qualquer ato, o prefeito cancelou”, afirma Robson.

A Polícia Civil confirma que os alvos da operação nesta segunda-feira são servidores do executivo, e não o prefeito de Ji-Paraná.

Ao todo, os policiais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de afastamento cautelar das funções públicas de Ivo da Silva (secretário municipal de Saúde), Ricardo Marcelino Braga ( Procurador-Geral do município) e Claudinei Henrique de Oliveira (Presidente da Comissão de Processo de Licitação).

Os R$ 37 milhões que seriam supostamente desviados fazem parte de recursos do combate da Covid-19, mas segundo o delegado Thiago Flores, o município de Ji-Paraná não fez o pagamento para a empresa contratada sem licitação.

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Fonte G1 RO

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