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Diagnosticada com câncer, estudante de enfermagem decide ajudar na vacinação contra a Covid-19 em RO

Câncer de mama com metástase óssea. Esse foi o diagnóstico que uma estudante de enfermagem recebeu durante uma consulta médica em 2019. Três anos depois da terrível notícia, Isabele Cristina Mascarenhas Costa, de 31 anos, luta no combate a uma outra doença: a Covid-19.

Isso porque a estudante, mesmo sabendo que a metástase óssea não tem cura, decidiu fazer estágio atuando na vacinação contra o coronavírus em Porto Velho.

Em entrevista ao G1, a jovem lembra que no dia em que recebeu o primeiro diagnóstico de câncer, em maio de 2019, estava rodeada de amigos e familiares. “Apesar de todo o apoio que recebi naquele momento, foi um baque”, diz.

No primeiro momento foi um grande impacto. Na real a gente nunca acredita no que está ouvindo, quando se diz ‘câncer’”, explica.

 

Depois de receber o diagnóstico, a estudante afirma ter necessitado se manter forte, pois sentiu que muitas pessoas estavam vivendo a mesma situação que ela.

“Sofri muito por dentro de mim. Só eu e Deus. Mas por fora, eu precisei estar forte para consolar minha mãe, esposo, para minha família. Não veio de mim essa força, ela veio de Deus”, acredita.

Segundo a universitária, a fé foi um fator crucial para ela continuar fazendo o tratamento e vivendo diariamente após o diagnótico da doença. “Nunca parei minha vida. Por mais que a gente não entenda, eu sei que Deus está no controle de todas as coisas”, pontua.

Com o diagnóstico e com a informação de que a doença não tem cura, teve inicio o tratado por meio da hormonioterapia.

Segundo diagnóstico

 

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Com exames de rotina e em tratamento com a hormonioterapia, Isabele recebeu o segundo diagnóstico em 2020: um nódulo no fígado.

Para combater as células cancerígenas, que passavam a se multiplicarem, foi preciso iniciar um novo tratamento com a quimioterapia.

Com o nome diagnóstico, um novo tratamento. Diante da quimioterapia, Isabela decidiu raspar a casa "Foi sobrenatural" — Foto: Isabele Cristina/ Arquivo Pessoal

Com o nome diagnóstico, um novo tratamento. Diante da quimioterapia, Isabela decidiu raspar a casa “Foi sobrenatural” — Foto: Isabele Cristina/ Arquivo Pessoal

Diferente do primeiro diagnóstico, onde Isabela contou com o apoio de familiares e amigos, dessa vez, ela estava sozinha com a médica no consultório ( no início da pandemia da Covid).

“Meu amigos não puderam aparecer e meu esposo estava na recepção me esperando. Dentro do consultório ainda tive que decidir se iniciaria o tratamento naquele mesmo dia. Decidi já começar a quimioterapia naquele momento”, conta Isabele.

Com o novo tratamento, a queda de cabelo, momento que Isabele diz ter sido um marco na vida dela.

“Optei por raspar meu cabelo quando ele começou a ficar ralinho. Pra mim foi algo sobrenatural. Naquele momento senti a presença de Deus e ele me deu forças“, relembra.

 

Linha de frente

 

Com o início da pandemia, Isabela explica que foi melhor conciliar o tratamento contra a doença e as aulas, que naquele momento passaram a ser remotas.

Mesmo com dores, elas explica que o sonho de se formar motivou a continuar.

“No início da pandemia houve uma enorme restrição. Essa fase foi muito importante pra mim. Fiquei um mês de cama pelo fato de ter as lesões nos ossos que me machucavam muito e eu não conseguia me movimentar direito. As aulas remotas foram boas por isso. Quero me tornar enfermeira. Eu não posso parar. Eu sinto que comigo eu carrego outras pessoas dentro dessa luta e também nas minhas vitórias”, ressalta a estudante.

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Durante os estágio, Isabele fica responsável pela questão burocrática, mas ela diz dar algumas "escapadinhas para realizar a vacinação "Isso me dá esperança" — Foto: Isabele Cristina / arquivo pessoal

Durante os estágio, Isabele fica responsável pela questão burocrática, mas ela diz dar algumas “escapadinhas para realizar a vacinação “Isso me dá esperança” — Foto: Isabele Cristina / arquivo pessoal

No início de 2021, Isabele iniciou o estágio na faculdade. Durante a campanha de vacinação, ela é responsável pela questão burocrática, mas confessou a reportagem que sempre que pode aplica as vacinas.

“No momento mais trágico da minha vida eu vejo, por meio da vacina contra a Covid, uma esperança . É emocionante participar da esperança de outras pessoas quando elas receberam vacina. É gratificante”.

 

Sem expectativa de cura para a metástase, Isabele segue a faculdade e está terminando o décimo semestre do curso de enfermagem.

Fonte: G1RO

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